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Doença Descrição Sintomas Consequências Prevenção Tratamento
 
Displasia de Cotovelo Encaixe imperfeito na articulação do cotovelo. Tem origem hereditária, embora possa ser desencadeado por fatores ambientais. Mancar com uma das pernas dianteiras e movimenta-se com menor frequência. Há casos assintomáticos. Dor e incapacidade parcial ou total de locomoção. Evitar a obesidade, trancos, sobrecarga de exercícios e manutenção do cão em piso escorregadio. Não acasalar portadores do mal em grau inadequado a procriação. Com analgésicos, anti-inflamatórios e, em certos casos com cirurgia.
Displasia Coxofemoral Problema hereditário muitas vezes desencadeado por fatores ambientais. Caracteriza-se pelo mau encaixe da cabeça do fêmur com a bacia. Mancar com uma das pernas traseiras, movimentar-se com menor frequência, demonstrar esforço para se levantar. Há casos assintomáticos. Dor e incapacidade parcial ou total de locomoção. Só adquirir exemplares filhos de pais com laudo radiográfico adequado à procriação e compatível entre si. Evitar obesidade, trancos, sobrecarga de exercícios e manutenção do cão em piso escorregadio. Não acasalar portadores do mal em grau inadequado à reprodução. Com analgésicos, anti-inflamatórios e, em certos casos com cirurgia.
Entrópio / Ectrópio As pálpebras superiores e/ou inferiores se dobram pra dentro dos olhos (entrópio), de forma que os cílios entram em contato com a córnea. Ou as pálpabras inferiores se sobram para fora (ectrópio), expondo a conjuntiva. Ambas as ocorrências tornam os olhos do cão sujeitos a inflamações e infecções. O Cane Corso e o Dogo Canário são propensos a esses males por terem dobra e pele frouxa na cabeça, o que pode comprimir e empurrar as pálpebras. Dor, lacrimejamento, vermelhidão e dificuldade para manter os olhos normalmente abertos. Infecções locais, úlcera de córnea e, em caso extremo, perfuração ocular e cegueira. Evitar acasalamento entre exemplares afetados ou com excesso de rugas e frouxidão de pele na cabeça. Com lubrificantes oculares, antibióticos e cirurgia.
Eplepsia Doença neurológica geralmente de fundo genético. Caracteriza-se por alterações elétricas cerebrais que desencadeiam convulsões e/ou incoordenações.  Desequilíbrio, salivação, tremores, incoordenações, convulsões e desmaios. Traumas durante as convulsões, lesões cerebrais e, em certos casos, morte. Afastar os portadores da procriação. Com anticonvulsivos.
Prolapso da glândula da terceira pálpebra Mal sem comprovação científica de que seja hereditário, caracterizado pelo deslocamento da glândula da terceira pálpebra. Surgimento de uma pequena protuberância  vermelha no cantos dos olhos e coceira local. Conjuntivite, úlcera de córnea, lacrimejamento e, em casos avançados, diminuição severa na produção de lágrimas. Quando houver suspeita de hereditariedade do mal, afastar os portadores da procriação. Recolocação cirúrgica da glândula (a remoção total da glândula é contra-indicada; já a retirada parcial é feita nos raros casos em que o tecido exposto está necrosado).
Ruptura dos ligamentos cruzados Rompimento dos ligamentos do joelho. Tanto o Cane Corso como o Dogo Canário possuem uma pré-disposição ao mal devido ao porte avantajado. Dor, inchaço no joelho e claudicação com uma ou ambas as pernas traseiras. Incapacidade parcial ou total de locomoção. Em certos casos, o mal evolui para artrite e artrose. Não manter o cão em piso liso, evitar quedas, saltos, trancos, obesidade e excesso de exercício. Com cirurgia, analgésicos, anti-inflamatórios e fisioterapia.
Sarna Demodécica ou Sarna Negra Infecção da pele causada pelo ácaro DEMODEX CANIS. A sucetibilidade à infestação tem origem hereditária. Perda de pelos, manchas e escurecimento da pele. Infecção secundária por bactérias e fungos. Manter o cão limpo e bem nutrido, possibilitando assim que sua imunidade sempre esteja alta. Não acasalar portadores. Com imunoestimulantes, sarnicidas e antibióticos.
Torção Gástrica Mal comum em raças de grande porte, caracteriza-se pela súbita rotação do estômago. Dor, inchaço abdominal, respiração ofegante, salivação intensa e tentativa de provocar vômito. Se for socorrido com rapidez, há a possibildade de reverter a torção cirurgicamente, porém o risco de reincidência é grande. A grande maioria dos casos o resultado é morte do cão. Oferecer rações de alta digestibilidade; servir comida e água em vasilhas suspensas (na altura do peito do cão); fracionar a dose diária de alimento em, no mínimo, duas refeições e impedir que o cão beba água ou se exercite por cerca de uma hora após comer. Com cirurgia. Como o mal evolui muito rapidamente, é comun que o cão morra antes de ser socorrido.
Calos As calosidades ou escaras de decúbito são lesões de pele que aparecem com frequência em cães pesados e de grande porte em suas juntas, mas comumente em cotovelos e calcanhares, principalmente naqueles com pelos curtos como o Cane Corso e Dogo Canário. Dor, perda de pelos, inchaço e infecções locais. Geralmente ocorre a aparição de fibroses no local (degeneração e aumento do calo) e seu tamanho varia de pequeno a grandes volumes compactos ou mesmo pendurados, geralmente nos cotovelos. Evitar o piso rugoso e se não houver ferida no local, a pele do calo deve ser hidratada diariamente com substâncias emolientes, oleosas ou cremosas específicas para calos. Existem produtos veterinários específicos para este tratamento à base de lanolina, ureia, silicone, óleo mineral, cera de abelha, vaselina entre outros componentes. Caso haja ferida, com rachaduras, sangue ou pus, pois em alguns casos a pele pode ressecar a tal ponto que rache e inflame bastante, o animal deve ser encaminhado ao médico veterinário para correta aplicação de anti-inflamatórios e/ou antibióticos.

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